Rituais Urbanos

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Pela origem etimológica da palavra “ritual” se percebe todo o contexto social que envolve a celebração, a prática de atos sociais costumeiros, repetidos; a palavra vem do Latim “RITUS” que significa rito, costume. Essa sequência de atos padronizados visando a pratica perpetuada por gerações, sem saber a origem de tais atos, se denomina ritual.

Pode ser uma prática religiosa ou de simples hábito urbano, como o casamento ou um velório. No período de fim de ano é comum o questionamento do ritual do natal, supostamente a celebração do nascimento de Jesus, a personalidade referência da religião cristã, porém se tornando uma data de concentração de movimentação econômica mercantil juntamente com a lenda de um senhor finlandês que atende, dependendo do comportamento, o pedido escrito de crianças. Tal ritual foi desvirtuado? Se analisarmos a essência de sua origem, certamente.

Ocorre que o ritual é um costume, e dessa forma envolve habitualidade prática, ou seja, as próprias pessoas deram um forma diferente para o natal daquela que o motivou, e isso é humano. Faz parte do comportamento humano, que segue padrões mas fazendo adaptações comportamentais ao longo do tempo, nessa linha que se define os usos e costumes de uma sociedade.

Outro ritual que não é comum aos sulamericanos é o Halloween. Percebe-se a clara influência da cultura estrangeira, mais precisamente estadunidense, por conta de seriados e filmes que mostram seus costumes; hábitos; rituais em suas produções cinematográficas. Tal ritual é tradicionalmente e historicamente de países com língua inglesa, sendo escocesa a origem do termo, e um ritual criado por irlandeses e não tinha relação com o dia das bruxas e nem com o dia dos mortos, o ritual era feito para celebrar o fim do verão no calendário celta irlandês.

Existe a forma certa de um ritual? Analisando a subjetividade humana e a sociedade, o ser humano dá a forma que quiser para aquilo que ele mesmo criou ao longo do tempo, isso faz parte da natureza humana.

Imagem: Divulgação/Internet

Eduardo Salles

Jornalista; idealizador, co-fundador, administrador e editor do Portal Mosaico; colunista do site musical Rock Noize (Coluna S&S); colunista do site esportivo Vida de atleta; Advogado; Membro efetivo da comissão de Direitos Autorais da Ordem dos Advogados do Brasil secção São Paulo; Professor de Filosofia e de Sociologia. Amante do estudo do comportamento humano, além de moda, games, música alternativa e suas vertentes dos anos 80 e 90, Synthpop/Eletropop, e o atual Indie rock. Instagram: lordsalles; [email protected]

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