Review Paragon

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Em toda a vasta história dos games eletrônicos, poucos games podem dizer que foram os mais jogados ao redor do mundo. Jogos como Super Mario Bros na década de 90 e o GTA V mais recentemente tiveram e tem ainda uma base de fãs grande que ainda jogam esses jogos, mas nenhum deles chega aos pés do jogo mais jogado ao redor do mundo hoje. League of Legends.

Vários vão argumentar que o MOBA da Riot Games não tem a mesma qualidade ou importância histórica dos dois jogos citados anteriormente, mas é inegável a popularidade do jogo. Apenas como comparativo, nas finais da NBA desse ano, entre Cleveland Cavaliers e o Golden State Warriors, a média de audiência dos sete jogos foi de 20,28 milhões de pessoas. Durante a final do último Campeonato Mundial de League of Legends, a partida foi acompanhada por 36 milhões de espectadores ao redor do mundo.

Graças ao sucesso de League of Legends e outros jogos como DOTA, SMITE e Heroes of The Storm, várias empresas de jogos estão começando a apostar no gênero MOBA e lançando suas respectivas versões.

A Blizzard trouxe ao mundo Overwatch, a 2K Battleborn e a EPIC Games criou o jogo abordado nesta matéria, Paragon.

A grande diferença entre os três jogos que foram citados anteriormente é que os dois primeiros, Overwatch e Battleborn respectivamente, carregam características bem mais comuns a jogos como Call of Duty e Team Fortress do que os MOBA’s de computador. Paragon, no entanto é bem mais parecido com os jogos mais clássicos desse gênero.

Vamos agora explorar o mundo de Paragon.

Essa review está sendo escrita durante a fase beta do jogo, até o lançamento oficial, várias dos tópicos abordados nessa matéria podem ser mudados pela desenvolvedora.

 

Review:

Em si, a jogabilidade é muito parecida com League of Legends. O mapa consiste de três rotas que são guardadas por torres e por lacaios gerados por um inibidor. O seu objetivo e destruir as torres da equipe adversária, assim expondo o seu núcleo. A equipe que consegue destruir o núcleo do time adversário, ganha a partida.

As rotas são cercadas por “selvas” onde habitam outros tipos de criaturas, que quando destruídas concedem bônus para o jogador e para a equipe. A cada morte gerada pelo jogador, ele ganha esferas alaranjadas, que servem como moeda, para comprar novos equipamentos durante a partida.

O básico do jogo é bastante parecido aos outros MOBA’s, mas como em Paragon você tem o controle total do seu herói numa perspectiva de 3º pessoa, varias novas abordagens são possíveis.

O sistema de ataque no jogo é totalmente controlado pelo jogador, então cada ataque ou habilidade especial tem que ser planejada, já que não existe sistema de travamento de mira.

Uma das inovações mais inteligentes, é que o mapa possui pontos diferentes de altura, então é possível subir para ter uma visão melhor do time inimigo ou usar terrenos mais baixos para ataques surpresa, por exemplo.

O jogo possui três tipos de partidas, Solo VS IA, Cooperativa VS IA e PVP, sendo o ultimo o modo mais jogado. O tempo para achar as partidas é bem longo. Claro que um jogo em estagio de desenvolvimento não terá muitos jogadores, mas o tempo para achar uma sala de PVP foi em média de 2 minutos e salas de cooperativo contra a IA giraram em torno de 5 minutos.

Até o momento temos 20 heróis disponíveis para seleção. Um dos problemas do jogo é a falta de caracterização dos personagens. Graças a Unreal Engine 4 os gráficos do jogo são incríveis. Tanto os heróis quanto o mapa do jogo são muito bem feitos, mas a falta de uma história faz com que os heróis não tenham personalidade. Em jogos como League of Legends ou DOTA, por exemplo, cada personagem tem a sua história, seus propósitos e as suas razões para lutar, em Paragon o sentimento é de eles estarem ali apenas por que você os escolheu. A falta de uma dublagem para os heróis também contribui para essa sensação. A única voz a ser ouvida durante toda a partida é a do “narrador”.

As partidas acontecem “sem razão”, já que nada é explicado para o jogador. O que é o mundo de Ágora, quem são os heróis, os lacaios, porque eles estão lutando, qual o objetivo deles, tudo isso fica sem explicação, o que tira um pouco o prazer em jogar as partidas.

Nota: 6/10

O jogo é bom, mas o que falta a Paragon é uma identidade. Os outros jogos mencionados nesse artigo, League of Legends, SMITE, Overwatch, por exemplo, cada um tem o seu atrativo, o seu publico alvo. Paragon, no entanto acaba se tornando mais um no mundo dos MOBA’s.

Aproveitando a capacidade da Unreal Engine 4, os gráficos do jogo são muito bons e o mapa de jogo é muito bem construído e bem dinâmico.

No fim das contas, é um jogo gostoso de jogar, mas que ainda tem um caminho longo a sua frente, na jornada de se tornar um MOBA de sucesso.

Imagens:Divulgação/Internet

Carlos Eduardo de Camargo

Vendedor de video-games, aspirante a jornalista, fã de quadrinhos, fanático por esportes e tudo relacionado a eles, atleta frustrado e amante do universo Nerd.

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