Review: Hurts, "Exile" 1 ano! | Portal Mosaico

Review: Hurts, “Exile” 1 ano!

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No último sábado, o álbum “Exile” do duo inglês Hurts, completou um ano do seu lançamento. Assim fizemos o Review do “Exile” para comemorar esse aniversário de lançamento. No Top Mosaico: 7 discos que você deveria ter ouvido em 2013, eu escolhi o “Exile” do Hurts.

O Hurts surgiu em 2009, tendo notoriedade no cenário alternativo com o lançamento do primeiro CD, o “Hapiness” em 2010. Em 2013 o duo lança seu segundo trabalho, “Exile”, coproduzido pela própria banda com os produtores Jonas Quant (que co-produziu também o primeiro álbum; além de ter trabalhado também com o No Doubt), e Dan Grech-Marguerat (tendo trabalhado com The Kaiser Chiefs, The Kooks, TheVaccines, Lana Del Rey, Keane, Moby, entre outros). O álbum ainda conta com a participação do Elton John na música Help.

A dupla além de repetir a boa formula do primeiro disco, como cantores líricos e arranjos de música clássica, ampliou e, em algumas faixas, arriscou novas bases fugindo do padrão Synthpop.

O CD começa com a faixa que deu o nome ao trabalho, Exile, e começa bem! Uma excelente música com pegada do bom e velho synthpop, dá para perceber elementos de influência do Depeche Mode (influência declarada pelo o Hurts) do fim dos anos 80 e início dos anos 90, mas com característica Hurts.

A segunda faixa, Miracle link externo é uma das minhas favoritas. A música possui detalhes musicais de guitarra feita pelo synth Adam Anderson, mas sem perder a característica de synthpop.  Theo Hutchcraft arrebenta, como sempre, nos vocais dando corpo para a música. Excelente música!

O começo da terceira faixa, Sandman,  assusta logo no início da música, pois se pensa “que p…. é essa?!”, pela batida musical na linha meio black music, meio hip hop. O cd estava indo tão bem e começa essa base?! Mas siga escutando porque o talento da banda não falha. Conseguiram fazer uma boa música mesmo com essa base meio hip hop. Atenção para o refrão, muito bom!

A quarta faixa, Blind link externo, segue o padrão das músicas tranquilas do Hurts, com harmonia e pertinência nos backing vocals ressaltando a voz de Theo Hutchcraft. Excelente! A quinta faixa Only You, é mais dançante e segue a linha eletropop dançante, muito agradável de se escutar.

The Road link externo, sexta faixa, é uma p… música! Além da variação de base musical, possui um refrão empolgante, e um pós refrão “dark” com um peso e pegada eletrônica. Excelente música!

Cupid, é boa, mas não equivale a The RoadCupid segue a linha de Only You, dançante e agradável de escutar.

Mercy, é legalzinha, pode se considerar a menos legal do cd. O refrão as vezes é massante, mas a musicalidade nos versos é boa. The Crow, é muito boa. É bem tranquila, mesclando a melodia com a melancolia musical do duo.

Somebody To Die For link externo, é outra música excelente desse álbum! A décima faixa é excelente em todos seguimentos, como melodia, letra, detalhes musicais, os arranjos, versos, pré-refrão, refrão, pós-refrão. Vale muito a pena escutar Somebody To Die For, está entre as minha favoritas do Hurts.

A décima primeira faixa, The Rope, segue uma linha parecida com a Only You Cupid do dançante a agradável, porém The Rope é mais melódica, marca mais! É muito boa! A Help, é a música em que Elton John participa tocando piano. É mais “melosinha” até por todo o contexto que envolve a composição da música com a participação do Elton John. O refrão é legal, mas não se deve criar muita expectativa conforme a experiência da pegada das faixas anteriores.

A Heaven, possui uma atmosfera mais animada sem perder a característica Hurts. É animada e legal. Pré-refrão e refrão muito bom!

A décima quarta e última faixa do álbum, a Guilt, é a mais lenta e calma de todo o cd. A música inteira é piano e voz. Mas não subestime por isso. Pois Theo Hutchcraft dá essência a música, junto com a precisão do backing vocal. Música boa.

Com Exile, o Hurts deixa claro que sabe o que está fazendo e que surgiu para, em breve, estarem na história da música synthpop e da música alternativa.

Imagem: Divulgação/Internet

Eduardo Salles

Jornalista; idealizador, co-fundador, administrador e editor do Portal Mosaico; colunista do site musical Rock Noize (Coluna S&S); colunista do site esportivo Vida de atleta; Advogado; Membro efetivo da comissão de Direitos Autorais da Ordem dos Advogados do Brasil secção São Paulo; Professor de Filosofia e de Sociologia. Amante do estudo do comportamento humano, além de moda, games, música alternativa e suas vertentes dos anos 80 e 90, Synthpop/Eletropop, e o atual Indie rock. Instagram: lordsalles; [email protected]


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