Lenovo compra Motorola por US$ 2,91 bilhões | Portal Mosaico

Lenovo compra Motorola por US$ 2,91 bilhões

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Lenovo e Google anunciaram na noite desta quarta-feira (29) a venda da Motorola por meros 2,91 bilhões de dólares, quantia mais do que 4 vezes menor ao valor pago pela gigante de buscas. A Motorola agora pertence à chinesa que quer se firmar no mercado de smartphones mundial, mas o que levou a Google a vender por um preço tão abaixo que ela mesma pagou pela empresa?

Primeiro,  devemos entender que Google não é e nunca foi uma empresa de hardware, o negócio desse pessoal é software, nesse caso, o Android como um todo e ao comprar a Motorola eles poderiam ser acusados de favorecer uma empresa de hardware em detrimento das demais, o que poderia prejudicar o ecossistema como um todo.

E foi para proteger o software que ela optou por pagar US$ 12,5 bilhões numa empresa que dois anos depois só deu prejuízo: as patentes da  Motorola ficaram com a Google nessa transação financeira, um portfólio extenso de patentes que agora qualquer parceiro da gigante de buscas pode utilizar sem medo nos próprios smartphonnes. A Motorola nessa jogada serviu como um meio para um fim.

A Lenovo como sua compra entra de vez no mercado de smartphones, se tornando a 3ª maior fabricante de smartphones com Android nos Estado Unidos e a 3º maior fabricante na América Latina. A chinesa vai tomar espaço na briga do mercado mobile e com isso mostrar que o mar nesse seguimento não está pra peixe.

Inicialmente, a marca Motorola vai continuar com suas atividades normais, as apostas são de que a Lenovo vai manter a marca em mercados que esta tem mais notoriedade e assumi-la em mercados em que sua própria linha de smartphones são mais valorizados. Estamos falando do oriente, já que por nossas bandas não se conhece celulares Lenovo. É pouco provável e pouco inteligente que haja a substituição de uma marca pela outra, já que cada uma tem seu público consumidor bem estabelecido.

No comunicado da venda a Google fez questão de deixar claro que a transação só termina mediante à aprovação pelos comitês reguladores dos países envolvidos, por enquanto, “negócios como de costume”.

 

 

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